quinta-feira, 12 de julho de 2012

TURNOVER


Amigo(a) leitor(a),

Sempre ouço perguntas sobre a razão do nome da minha empresa, a Turnover Consultoria. Essa palavrinha sempre vista em jogos de basquete da NBA, futebol americano, lá significa basicamente roubar a bola e armar um contra-ataque.
Porém, não vem daí a inspiração do nome, mas sim, do mundo corporativo. Turnover é um termo, do idioma inglês, utilizado para caracterizar o movimento de entradas e saídas, admissões e desligamentos (espontâneos ou provocados), de profissionais empregados de uma empresa, em um determinado período.
O turnover ocorre em todos os tipos de organização, da maior à menor indústria ou comércio de produtos ou serviços, desde que detenha colaboradores.
Não se pode dizer que estamos tratando de um problema localizado em segmentos específicos, pois a insatisfação do colaborador, aliada a propostas com melhores atrativos feitas por outras organizações (concorrentes ou não), podem ocorrer em qualquer mercado e em qualquer nível hierárquico, desde um bom auxiliar de serviços gerais até um diretor executivo remunerado (exceção apenas aos diretores sócio proprietários).

COMO DIAGNOSTICAR O TURNOVER?
Um dos instrumentos mais usados é a pesquisa de clima que é uma forma de conhecer o nível de satisfação e os fatores de motivação dos empregados. Com esta ferramenta, aprofunda-se o conhecimento sobre a força de trabalho, mapeando e propondo soluções sobre os níveis de comprometimento das pessoas, os índices de confiança e a expectativa de permanência na organização.
De acordo com autor Ricardo Luz, o clima de uma empresa é bom quando os funcionários indicam seus conhecidos e parentes para trabalharem nela, quando sentem orgulho em participar dela. O autor afirma ainda que o baixo turnover (rotatividade) e o alto tempo de permanência na empresa são bons indicadores desse clima.

PORQUE ESTAMOS FALANDO DISSO?
A grande rotatividade de colaboradores em um mesmo cargo ou função dentro das organizações caracteriza um fenômeno que gera preocupação em gestores de equipes do mundo todo.
O atendimento a algumas necessidades básicas e o respeito em relação a algumas expectativas pessoais (se o ambiente e principalmente as pessoas com as quais irá relacionar-se, propiciam sensações de bem-estar e segurança) é o que realmente conta para a fidelização do colaborador e seu verdadeiro comprometimento.
Empresas com este perfil, dificilmente perdem seus profissionais para a concorrência, e isto é extremamente importante no cenário competitivo do mercado.
Num momento onde cada vez mais, são as pessoas que fazem a diferenças nas empresas, tendo em vista que a diferença tecnológica é cada vez menor, a exposição no mercado é aberta a todos através da mídia digital, é fundamental (e porque não dizer vital) reter talentos e usufruir continuamente de sua capacidade e comportamento pessoal e profissional.
Algumas empresas realmente atraem diversos profissionais, ao passo que outras expelem os talentos.
Diante disso, indaga-se o que tornaria algumas empresas tão boas e outras tão ruins para se trabalhar?

IMPACTOS DO TURNOVER
O impacto do turnover é material e intelectual. Material, pois o capital que é investido pela empresa em recrutamento, seleção e treinamento do colaborador não é ressarcido caso ele deixe o quadro de colaboradores. Intelectual, pois todo o estoque de conhecimento vai embora também com este colaborador. Pior ainda se ele levar todo o investimento e esse estoque de conhecimento e colocar à disposição de uma organização concorrente.

A IMPORTÂNCIA DO CAPITAL HUMANO
É possível encontrarmos empresas que se equiparam em estrutura, insumos, produtos, fornecedores, clientes, equipamentos, porém, os resultados operacionais e financeiros são completamente diferentes. Uma apresenta lucros e a outra, prejuízos. Cada vez mais, nota-se que o que faz a diferença nas empresas é o capital humano, ou seja, quem planeja, quem desenvolve, quem executa, quem audita, quem mantém bons relacionamentos profissionais.
Isso aumenta o desafio dos Gestores de Pessoas das organizações, que é alinhar o foco de cada colaborador ao objetivo corporativo. Não podemos esquecer que por trás da meta das empresas, cada colaborador possui sua meta e sonhos individuais, pessoais, que aliados ao capital intelectual contribuirão para o sucesso e atingimento da visão empresarial.
Peter Drucker afirma que quando se contrata um colaborador, se contrata integralmente. Mesmo que o maior interesse fosse contratar somente o órgão necessário (um braço, por exemplo), isso não é possível. A contratação é da pessoa toda, com suas particularidades, virtudes e defeitos.

Voltando à inspiração do nome, turnover foi o tema da minha monografia na graduação em Administração de Empresas. Quando finalizei a pós-graduação em Recursos Humanos e Psicologia Organizacional defendi novamente este tema em forma de artigo. Enfim, este estudo faz parte da minha formação acadêmica e profissional.
Futuramente, estarei propondo outras reflexões sobre este assunto.
Quem quiser mais informações, tirar dúvidas ou debater sobre o tema, entre em contato.


Abraços, saúde e sucesso!


FÁBIO R. LAIS

quinta-feira, 10 de maio de 2012

SEU OUVIDO É PENICO?


Amigo(a) leitor(a),
O seu ouvido é penico?
O meu não é e eu preciso compartilhar com vocês a minha irritação profunda com o excesso de lixo que vem sendo despejado pelas rádios, programas de televisão, internet e agora, até nas novelas.
Se existe lixo sendo despejado, ou eles acham que o povo é a lixeira ou então, é porque eles imaginam que somos um bando de hienas que gostam de comer carniça. “joguem isso pra eles que eles gostam e devoram”.
Vamos à parada de sucesso da semana:
1º lugar: “Eu quero tchu, eu quero tchá / Eu quero tchu tchá tchá tchu tchu tchá / Tchu tchá tchá tchu tchu tchá / É isso ai galera, esse é o novo hit do João Lucas e Marcelo / Tchu tchá tchá”.
2º lugar: “Dançar, pular que hoje vai rolar / Tchê tcherere tchê tchê / Tcherere tchê tchê / Tcherere tchê tchê / Tchereretchê / Tchê, tchê, tchê / Gustavo Lima e você”.
3º lugar:Sou simples, mas eu te garanto eu sei fazer o Lê Lê Lê / Lê Lê Lê / Lê Lê Lê / Se eu te pegar você vai ver”.
4º lugar: “Eu vou pegar você e tãe, tãe, tãe, tãe / Eu vou morder você todinha / Eu vou pegar você e tãe, tãe, tãe, tãe / Vou dá tapinha na bundinha?”.
As músicas sempre fizeram sucesso pelas suas mensagens, letra, inspiração, melodia. Eram companhias, marcavam histórias, representavam momentos, traduziam sentimentos, enfim, possuíam conteúdo.
Se o mundo mudou, as pessoas também mudaram! Isso é fato!
Mas será que essa mudança está nos levando para o buraco negro musical?!
Antes, rimava-se flor com amor, dor, frescor, esplendor. Saudade com verdade, lealdade, cidade, amizade. Beleza com natureza. Solidão com ilusão, coração. Sentimento com vento, pensamento.
Agora as rimas são: Tchá com Tchá. Tchê com você. Lê lê lê com você. Todinha com bundinha.
Houve um tempo onde bandas de Axé cantavam “sucessos” entoando praticamente só as vogais, com um vocalista sem camisa e descalço rebolando, gemendo e as músicas ficavam mais ou menos assim “aê aê aê aê.... eieieiei..... ôôôôôôôôôô”.
Quando estamos no carro, é praticamente impossível ouvir uma sequência de duas músicas boas, sem que no bloco não toque nenhum desses “mega hits” do mais completo mau gosto.
E o pior é que eles acabam virando até alerta de telefone celular (que interrompe as aulas).
Que música seus filhos estão ouvindo, decorando, coreografando e reproduzindo? E pior, entendendo!
Em tempos mais remotos, músicas ruins eram drogas mais leves, como: Sonho de Ycaro (Biafra), Mexe a cadeira (Vinny), Pimpolho (Art Popular), Serão Extra (Dr. Silvana), Cohab City (Negritude Jr.), Garçon (Reginaldo Rossi), sem falar dos funks absurdos, do Tiririca, do Molejão, do Latino, da Simony, da Banda Calipso e do impagável “Bate forte o tambor, eu quero é tic tic tic tic tac” da Banda Carrapicho.
Se isso já era música ruim, como podemos classificar o que está “bombando” hoje em dia?
Culpa dos artistas? Culpa das gravadoras? Culpa da ausência de talentos?
Culpa nossa, que ouvimos, reouvimos, compramos CDs, DVDs, vamos aos shows e assistimos aos programas e novelas?
Fique sempre com a sua opinião e saiba que eu a respeito muito, como também agradeço sempre por respeitarem a minha.
A única certeza é de que logo em breve alguém vai se aproximar de você cantando “A mão pra cima, a cintura solta, da meia volta, dança Kuduro”.

Abraços, saúde e sucesso!

FÁBIO R. LAIS

quinta-feira, 19 de abril de 2012

FLASH'S

No último sábado, 14 de Abril, foi realizado o 3º Workshop "Liderança Rumo ao Topo", com Prof. Fábio Lais. Durante 08 horas, os participantes foram submetidos à uma enorme quantidade de conceitos modernos sobre Liderança. Puderam ver e ouvir técnicas de como reposicionarem o comando de suas equipes.
Ao final, puderam efetuar um objetivo planejamento de Gestão para aplicação imediata em suas Empresas.
Abaixo, seguem alguns momentos.




segunda-feira, 16 de abril de 2012

FAÇA VALER A PENA


Amigo(a) leitor(a),
No último dia 14 de Abril realizamos o 3º Workshop “Liderança Rumo ao Topo” de 2012. Mais uma vez estivemos voltados para debater a Liderança nos tempos atuais.
Entre tantos conceitos que foram abordados neste Workshop, destaquei um para compartilhar com vocês que me acompanham aqui no Blog.
Se você tiver interesse em levar esse ou outros treinamentos para a sua Empresa ou Cidade, entre em contato conosco.

FAÇA VALER A PENA
Em plena 2ª Guerra Mundial, um pelotão inteiro foi destacado para resgatar um único soldado, pois ele já havia perdido seus três irmãos na guerra.
Em determinado momento os soldados que integram o pelotão passam a questionar porque vários soldados devem arriscar as suas vidas por apenas um homem. Alguns morrem pelo caminho até que, em meio a uma importante batalha para proteger uma ponte estratégica para o fracasso alemão, conseguem encontrar o soldado Ryan que é comunicado sobre a morte de seus irmãos e que irá para casa.
O Capitão do Pelotão de Resgate, John Miller, decide ficar com seus homens para ajudar a proteger a ponte, e durante a batalha praticamente todos do Pelotão de Resgate morrem, inclusive o Capitão, que antes de morrer puxa o soldado Ryan para perto e diz:
- Faça Valer a Pena!

Em liderança, não é necessário chegar ao ponto de morrer pelas pessoas para demonstrar nosso respeito, cuidado e interesse por elas. De fato, é bem menos que isso. As pessoas apenas esperam que isso aconteça por meio de atitudes simples como encontrar um pouco mais de tempo para ouvi-las, tratando-as com o devido respeito e importância; elas esperam que trabalhemos no sentido de aumentar a confiança e diminuir o controle, servindo-as, ajudando-as, influenciando-as para o bem e atendendo suas reais necessidades. Como você pode ver, não é necessário morrer por elas, mas viver para elas por meio de atitudes que demonstrem nosso genuíno interesse em suas vidas.
As pessoas não trabalham para a organização, mas para o seu líder, portanto, elas se empenharão em dar o seu melhor na medida em que perceberem que este líder também o faz. É o seu exemplo como líder e ser humano que levará as pessoas a decidir por um uma vida que realmente vale a pena ser vivida, dentro e fora do trabalho.
Portanto, faça sua liderança valer a pena: Seja alguém comprometido com os resultados, mas, acima de tudo, comprometa-se com o ser humano. Sirva as pessoas com amor, caráter e integridade, evitando o uso de poder e influência para servir seus próprios interesses. Não se preocupe com honra pessoal, mas esteja atento às necessidades daqueles que estão ao seu redor. Viva uma vida com sentido, propósito e equilíbrio; persiga objetivos e resultados legítimos, porque em suas mãos está a oportunidade de construir um futuro melhor.
Seu legado não será determinado pelos bens que deixou, pelas organizações que liderou, pelos recordes que estabeleceu ou pelos produtos que desenvolveu, mas pelas vidas que influenciou.

Abraços, saúde e sucesso!

FÁBIO R. LAIS

sexta-feira, 6 de abril de 2012

MÉRITO A QUEM MERECE


Amigo(a) leitor(a),
Uma vez eu li uma frase que dizia “Se você está se sentindo sozinho(a), abandonado(a), achando que ninguém liga para você... Atrase um pagamento”.
É uma realidade, não é mesmo?!
Porque praticamente nenhuma empresa liga para seus melhores pagadores para agradecê-los ou valorizá-los por isso?
É comum quando estou numa consultoria, peço para o dono da empresa ou da loja me mostrar o cadastro de clientes e ele me responde que só tem o cadastro do crediário, ou seja, ele só conhece quem paga parcelado ou quem não paga. Quem paga a vista ele não tem no cadastro! Não sabe onde mora! Não conhece os gostos! Não tem sequer como ligar e dizer “volte a comprar, nós temos novidades!”.
Esse é um dos grandes dilemas da humanidade.
É costume do ser humano lembrar pessoas que devem, que não fazem, que não vieram, que erraram, que esqueceram, que decepcionaram, enfim.
Por acaso, você já recebeu alguma ligação da empresa de energia elétrica, telefonia, plano de saúde, do seu Banco, da loja onde você compra roupas ou do posto de gasolina dizendo “Obrigado por ser um ótimo cliente e fazer sua parte”? Provavelmente não.
Em algumas festas de empresa, o patrão costuma dar mais importância para a lista dos ausentes do que valorizar os que vieram. Ele quer a cabeça de alguém! Ingratos!
Não se valoriza devidamente quem acerta!
Tudo que se faz de bom, muitas vezes se perde por um ato falho.
Um trabalhador cumpre sua jornada impecavelmente durante anos, sem receber méritos, agradecimentos, sequer um sorriso de seus superiores, porém, quando falha, é repreendido severamente pelo maior número possível de pessoas.
Algumas pessoas dizem que não elogiam porque vão “estragar” o outro. Oras, e quando esse outro erra, criticá-lo vai “melhorá-lo”?
Eu costumo brincar com minha esposa e minha mãe sobre esse assunto. Algumas vezes que não escrevo a coluna e reproduzo textos de outros autores, elas sempre reclamam, dizem que gostam de ler quando eu mesmo escrevo, enfim, me cobram. Quando eu escrevo algo que não fica tão bom, elas também apontam. Mas quando eu escrevo e elas gostam, não me falam nada! Eu preciso perguntar “e aí, gostaram do texto desta semana?”.
Você, Gestor de pessoas, não espere para dar os méritos para quem os merece.
Não mine a autoestima de seus colaboradores achando que “jogar confete” vai estragá-los. Muito pelo contrário! É como dizer “você está no caminho certo e eu aprovo!”.
Não se trata de mimar. Isso não faz bem a ninguém, nem mesmo ao mimado.
Trata-se de dar mérito a quem o faz por merecer.


Cabe aqui citar mais uma vez uma frase que eu gosto muito e carrego sempre comigo, que também quero dedicar a todos que exercem cargos de liderança, que gerenciam pessoas, que cuidam de seres humanos, que são pais, mães, avós, enfim, para todo mundo “Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito” (carta de Laudicéia, citada no Apocalipse).
O pior companheiro é o que não ri nem chora.
O pior jogo é o zero a zero.
A pior palavra é a que não vem seguida de nenhuma expressão facial.
O pior para quem é liderado é não saber se está sendo observado por admiração ou desconfiança.
O pior para quem quer uma resposta é a esmagadora ansiedade da espera.
O pior fracasso é o fracasso do meio termo.


Se você gostou desse texto, envie-o para outras pessoas. Dê sua opinião!
Se você não gostou desse texto, escreva para mim e faça seu comentário.


Abraços, saúde e sucesso!


FÁBIO R. LAIS
fabio_lais@hotmail.com

quinta-feira, 29 de março de 2012

A MINHA OPINIÃO SOBRE BULLYNG

Amigo(a) leitor(a),
Quero abordar um assunto que passou a repercutir muito neste início do século XXI. O bullyng.
Se procurarmos esse verbete no Dicionário veremos que ele significa “ato de agressão física ou psicológica”.
Nos tempos atuais, é comum vermos casos onde mães, pais e advogados se reúnem para queixas em escolas ou na Justiça, reclamando o direito dos filhos e solicitando indenizações pelo prejuízo moral que os mesmos poderão sofrer no futuro.
Como diz o comentarista Jorge Kajuru, o que vou expressar aqui é a minha opinião e, você, como sempre, fique sempre com a sua! Se concordarmos ótimo, senão, não será a primeira nem a última discordância de nossas vidas.
Você se recorda do seu tempo de escola? O antigo primário (1ª a 4ª série), o ginásio (5ª a 8ª série) e até os 03 anos de colegial? Pois bem, se você recorda, certamente tem ótimas lembranças, afinal, foram momentos de enormes descobertas, um período de autoafirmação sem a presença dos pais, entre tantas novidades.
Na primeira série, os corredores escuros que ecoavam uma bagunça que ainda não nos era comum. Ela vinha dos veteranos do terceiro ou quarto ano. Veja só, veteranos!
Nos intervalos, quem não tinha amigos ou um irmão mais velho, tinha que ficar de canto, olhando e tentando se ambientar a tanta novidade. Muitas crianças choravam nesse momento, pois se sentiam abandonadas pelos pais. Seria aquilo uma punição, pensavam outras. Num tempo onde não havia muita “humanização” no tratamento, principalmente nas serventes e bedéis que simbolizavam os feitores que nos levariam para o tronco caso fizéssemos algo de errado.
Espero que você já tenha conseguido retornar no seu túnel do tempo e já esteja próximo daquela atmosfera que fez parte da vida de todos nós.
É aí que quero fazer uma pergunta.
Você tinha apelido? Gostava desse apelido?
Você lembra quais eram os apelidos das crianças que estudaram com você?
Os mais comuns eram: rolha de poço, quatro olho, vara de cutucar estrela, dumbo, cabeção, dentuço, dente de cerca, cabelo de bombril, fuminho, kisuco de fumo, leitão, orelhão, cabeça de melão, focinho de porco, ana banana.
Aliás, os nomes provocavam apelidos também. Tenho amigos que até hoje são lembrados por estes apelidos. O Gustavo virou Batavo, o Renato virou Bigato e o Éder virou Panela (esse não foi por conta do nome, mas sim, pelo relógio enorme que usava).
E porque estou falando disto?
Porque nunca, nenhum deles levou o pai, a mãe e muito menos um advogado para a sala de aula.
Antes da virada do século (e vai aumentando conforme formos voltando no tempo), esse tipo de situação só poderia ser resolvida de 03 maneiras:
- a criança levava numa boa,
- a criança não gostava e brigava na saída, ou
- a criança não gostava, mas se conformava.
Onde quero chegar?
Eu acho que o bullyng é um assunto importante e que deve sim ser debatido.
Mas também acho que o excesso que vem sendo cometido em alguns casos, presta um desserviço à criança, ao processo de educação e principalmente, a formação do caráter e a preparação dessa criança para enfrentar a vida.
Os pais precisam cuidar desse assunto com muita atenção, conversando com seus filhos e tentando encontrar caminhos para resolver qualquer tipo de conflitos que eles estejam enfrentando.
Usar um processo de bullyng para tirar vantagens financeiras ou materiais pode custar muito caro para a criança. Isso sim poderá torná-la rejeitada e fazer com que ela acredite que chorando e fazendo-se de vítima, poderá conquistar outros benefícios na vida.
Imagine uma criança que é criada numa redoma, exageradamente mimada por pais que não exitariam processar um professor por gritar com seu filho, quando se torna jovem e chega o momento de entrar numa empresa e lhe são cobrados resultados, metas e desempenho, sem muita educação e polimento por parte do seu supervisor, gerente ou diretor. Será que ele também irá achar que é o caso de processar a empresa?
Amigo(a) leitor(a), a sola de couro de um sapato novo é muito bonita. A vontade que temos é de que ela continue lisa e brilhante para sempre. Mas antes de fazermos o primeiro passeio com o sapato novo, precisamos raspar bastante a sola no chão, estragando um pouco da sua aparência. Mas assim, e só assim, ela se tornará segura e agarrará firme no chão.

Abraços, saúde e sucesso!

FÁBIO R. LAIS

quinta-feira, 22 de março de 2012

CONSTRUINDO CASTELOS

Amigo(a) leitor(a),
“Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...” (Fernando Pessoa).
É bastante provável que você tenha lido ou escutado essa frase em algum momento da sua vida.
Você já parou para pensar como era o seu ontem?
Lamento se no seu caso, o ontem foi muito melhor do que o hoje. Faça o melhor para reverter essa situação.
No texto de hoje, quero me dirigir a você que está progredindo dia após dia. Já parou para fazer uma análise “de onde vim, onde estou e para onde estou indo”?
Sabe, eu me pego pensando nisso muitas vezes e acabo reconhecendo como foi bom ter vivido situações adversas, que muitas vezes me fizeram acreditar que nunca chegaria a lugar algum na vida.
Hoje reconheço o tamanho da importância dessas adversidades que vivemos. Como moldam nosso caráter! Como burilam nosso espírito! Como forjam nossa coragem e vontade de vencer!
Eu passei por empresas maravilhosas. Mas também por outras que me humilharam.
Fui liderado por pessoas nas quais até hoje me inspiro. Também fui liderado por pessoas que jamais deveriam gerir pessoas. Nem animais os mereciam.
Tive rompantes empreendedores que de inicio me faziam sonhar acordado e ao final me roubaram o sono.
Mas eu agradeço!
Agradeço a Deus por todas estas dificuldades e adversidades.
Como eu poderia treinar líderes sem conhecer os opostos?
Como eu poderia falar de qualidade de vida sem vivenciar ambientes onde ela não existia?
Como eu poderia palestrar sobre motivação sem ter uma própria história sido feita de provações?
Como eu poderia vibrar tanto ao recolocar uma pessoa no mercado sabendo o quão duro é não ter uma mão estendida.
Como eu poderia tantas coisas sem ter ouvido que não poderia?
Chico Xavier disse: “Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar. As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito. Emmanuel sempre me ensinou assim: “Chico, se as críticas dirigidas a você são verdadeiras, não reclame; se não são, não ligue para elas””.
Ainda falta muito para concluir o meu castelo. Mas é muito bom ver que o estoque de pedras dá para começar a obra e tocá-la por um bom tempo.
Daqui a alguns anos, novamente será preciso o exercício do “de onde vim, onde estou e para onde estou indo” e eu torço para que eu possa admitir que as dificuldades atuais também tenham sido fundamentais para novas conquistas.
Todos nós temos situações adversas todos os dias. O importante mesmo é saber o que devemos aprender com elas. Tentar entender o que ainda não aprendemos. Compreender os recados e os sinais que nos prepararão para algo bom, algo melhor, algo realmente digno de Castelos, Reis e Rainhas.


Abraços, saúde e sucesso!

FÁBIO R. LAIS 

quinta-feira, 15 de março de 2012

A BOLA DE TÊNIS, O EQUILIBRISTA E O CEGO

Amigo(a) leitor(a),
Eu acredito e afirmo em todos os ambitos do meu trabalho que entre todos os tempos, é o Presente o mais importante. Não temos domínio sobre o que já passou e apenas planejamos ou prospectamos como será o futuro. Só é possível termos absoluto controle e atuação efetiva no momento presente.
Se você olhar para o melhor tenista do mundo durante uma partida, ficará encantado com seus movimentos, agilidade e precisão. Mas imagine se esse jogador, ao invés de olhar atentamente para a bolinha a cada fagulha de tempo, desviasse seu olhar para o placar, para a reação da torcida ou para a formação de nuvens sobre a quadra. Seria impossível vencer. Seria massacrado e possivelmente, até atingido violentamente pela bola. Isso é foco total no Presente. Foco total no que se está fazendo!
Isso é uma lição que devemos aprender e aplicar em muitos momentos da vida.
Já ouvi muita gente dizendo que só é possível ganhar dinheiro de verdade quando você não trabalha apenas por ele. Quando você faz seu trabalho com total empenho, dedicação, competência e amor, o resultado aparecerá naturalmente. Quando você trabalha e constantemente para conferir o “placar”, corre o risco de desanimar e desistir, entregar os pontos.
Você já deve ter visto que um artista de rua que trabalha nas calçadas ou nas esquinas, fazendo arte, pulando e equilibrando em troca de moedas, muitas vezes vai deixando o semblante do rosto caído ou ver pouca gente depositando no “chapéu” ou então que está apenas com moedas de pequeno valor.
Outro artista de rua, cego, canta, flauteia, dedilha uma viola e ao não poder ver o descaso de muitos que passam por ele ou o depósito de apenas pequenas moedas, vibra ao ouvir o tilintar das mesmas e imagina que seu trabalho está sendo muito apreciado e sorri. Sorri cada vez mais! Inspira-se cada vez mais e faz seu trabalho com maestria e entusiasmo durante toda a jornada. No final, será recompensado. Trabalhou feliz por mais tempo e tirou o seu sustento para mais aquele dia.
Manteve o foco na sua arte, desenvolveu seu trabalho com amor enquanto apreciava a sensação de estar agradando todos os que por ele passavam.
Será que o outro, desanimado, permaneceu merecendo aplausos e gorjetas?
Há momentos na vida, em que temos a sensação de que estão depositando poucas moedas graúdas em nosso “chapéu”. Mas como tudo na vida, sempre podemos e devemos fazer escolhas.
Você pode agir como o equilibrista e desanimar. Seu semblante mostrará sua frustração e cada vez menos fará sua arte brilhar. Cada vez menos moedas cairão. Cada vez menos gente vai olhar para você.
Mas você também pode escolher ser o musico que não vê, apenas segue cantando e tocando. Sempre ouvindo passos, saudações e moedas (grandes ou pequenas, não importa!) tilintando e satisfazendo suas reais necessidades.
Não perca tempo olhando para o placar!
Não demore olhando no retrovisor!
Não desanime com as primeiras moedas pequenas!
Foco no que faz!
Amor no que faz!
Olho na bolinha, sempre!
Segue tocando e cantando!
Abraços, saúde e sucesso!

FÁBIO R. LAIS 

quinta-feira, 8 de março de 2012

PROVÉRBIOS E A VIDA

Amigo(a) leitor(a),
Eu acredito que ao menos uma vez na vida você tenha se deparado com o provérbio tibetano que diz: “Há três coisas que jamais voltam: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida”.
Pode não parecer, mas é muito profundo o que esse provérbio transmite, pois ele resume em poucas palavras uma enormidade de sentimentos, sensações, ações e reações que podem ser provocadas ou evitadas pelos seres humanos.
A flecha que pode ser lançada para provocar o início de uma guerra poderia ter sido evitada e a paz continuaria.
A flecha que foi lançada para afastar um animal que devoraria uma criança poderia ter sido evitada e a dor se abateria sobre uma família.
As palavras tantas desse Mundo inteiro, grande, hoje de poucas fronteiras. Elas já comunicaram, avisaram, ensinaram, repreenderam, juraram, mentiram, ajudaram, feriram, amaram e odiaram. Uma vez disparadas, cumpriram seu papel.
Outro provérbio, agora chinês, diz: “A língua resiste porque é mole, já os dentes cedem por serem duros”.
E as oportunidades? Oportunidade de ser ou de não ser. De estar ou não estar. De ir ou de voltar. Quantas você agarrou? Quantas você perdeu?
Quando o que se perde é o dinheiro, perde-se pouco. Quando perdemos a saúde, perdemos muito. Quando perdemos o caráter, os valores, a alma e a alegria, perdemos tudo.
Muito usam essa mágoa da tristeza da oportunidade perdida como um local de descanso, uma poltrona onde permanecem sentados, esperando que o filme que assistiram a vida toda, no mesmo canal, um dia tenha outro final, no qual não sejam a vítima de sempre. Se você quiser usar essa mágoa como um móvel útil, utilize-a então como um trampolim, como diria Harold MacMillan, projetando-se à frente e em busca de novos caminhos e desafios.
Pensar que a vida pune ou que o Criador castiga é coisa para conformados e derrotados. A vida não oferece prêmios ou castigos, mas sim, consequências.
Na juventude, têm-se a falta impressão de que outras oportunidades sempre surgirão e que ainda há muito tempo para tudo. Já ouvi muita gente dizer que abriu mão do sonho ou perdeu oportunidades, mas que isso aconteceu por serem jovens, imaturos, complementando com um “Ah, se fosse hoje!”. O que faltou no ontem? Talvez, faltou perceber que a vida passa muito depressa. E quando falta pouco para a jornada acabar, não há muito para onde correr e as respostas e as decisões se fazem muito mais urgentes.
Se você, assim como eu, aproveitou ou perdeu oportunidades, se disparou ou evitou palavras e flechas, seja onde e como for, é importante sempre cuidarmos da nossa paciência, principalmente em momentos de raiva. Um segundo dessa reflexiva paciência poderá nos proporcionar dias, meses e anos de paz ou não.
Aproveito para encerrar com um terceiro provérbio, agora o indiano: “Quando falares cuida para que suas palavras sejam melhores do que o silêncio”.

“Viver é a coisa mais rara do mundo.
A maioria das pessoas apenas existe”
(Oscar Wilde)


Abraços, saúde e sucesso!

FÁBIO R. LAIS 

segunda-feira, 5 de março de 2012

AGORA SEREMOS QUATRO

Amigo(a) leitor(a),
Noite de sexta-feira de Carnaval, a Camisa Verde e Branco já havia desocupado o Sambódromo do Anhembi e já apontava na Avenida o esquenta da Império da Casa Verde quando de repente, um grito vem do banheiro: “Deu positiiiiiiiiiivo!”. Corro para a porta do banheiro, abro a porta e vejo a Cinthia (minha mulher) com o bastãozinho do Gravitest nas mãos e me mostrando histéricamente com o dedo “Olha! Dois traçinhos! Dois traçinhos! Tô grávida!”.
Assim começou o Carnaval de 2012 lá em casa.
“Olha o neném aí geeennnnte!”.
“Explode coração, na maior felicidade...”.
A família cresceu! Agora seremos quatro!
Será a minha primeira paternidade de fato, pois de direito, já tenho a Ana Laura, de 10 anos, que vejo como minha verdadeira filha e me enche de alegria me chamando de Pai desde que eu e sua mãe nos casamos.
Sempre sonhei com esse momento. Saber que eu tinha proporcionado vida a outro Ser!
A alegria compartilhada com família e amigos só não foi maior do que assistir o primeiro ultrassom, realizado com apenas seis semanas de vida, e ver que o coração pulsa ritmadas cento e vinte vezes por minuto. “Está tudo bem com o bebê”, diz o médico. Nessa hora mãe, pai e irmãzinha extravazam um “ufa” de alívio.
Essa criança só vai chegar em Outubro e ela já mudou toda a nossa rotina. Cinthia come mais e já coloca a culpa no bebê. A Ana Laura já conversa com a barriga da mamãe e pede para que ela tome cuidado e não faça esforços. Ela também começa a aprender tarefas domésticas para mostrar que quer ajudar. Acho que ela vai ser uma “irmãezinha”.
Eu vou tentando me adaptar às oscilações de humor que começam a surgir (em ambos), fico com o sono mais leve, reparando se tem alguém chamando, enjoando, vomitando... Pergunto toda hora se ela está bem, se está sentindo alguma coisa, se quer alguma coisa, se está com fome, se está com sede, se quer ir para a casa da mãe dela, se quer um doce, se quer vomitar, se está sentindo alguma dor, se já comeu, se não é melhor ir deitar, enfim, pai de primeira viagem.
Acho que eu também estou sentindo mais fome! Acho que a minha barriga também está crescendo!
Tudo isso é muito legal e na minha família está acontecendo em dobro.
No mesmo dia em que soubemos que viria o bebê, meu irmão e sua esposa também receberam a confirmação através de um exame de sangue de que serão papais pela segunda vez.
Vovó terá que aumentar em dobro as porções e o espaço para os almoços de domingo.
Enfim, o Carnaval passou e na apuração do quesito ”família feliz aumentando”, foi nota dez! Daqui a 08 meses a folia recomeça com direito a “chorinho” e “mamãe eu quero mamar”!

Este texto não trouxe nenhuma crônica sobre motivação ou qualidade de vida, porém, serviu para eu poder compartilhar com você, leitor(a) amigo(a), um pouco da minha alegria e a minha mais nova fonte de inspiração para continuar pesquisando, trabalhando e amando o que eu faço.

Abraços, saúde e sucesso!

FÁBIO R. LAIS